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Quem vai controlar o conteúdo criado por IA?

Coreia do Sul lança regulamentação sólida para o uso da IA e aprende a automatizar seu Marketing hoje

Coreia do Sul Introduz Leis para Regular Inteligência Artificial

A Coreia do Sul está na vanguarda ao introduzir um conjunto de leis destinadas a regular o desenvolvimento e a implementação da inteligência artificial. À medida que a IA se infiltra em mais indústrias, a regulação é uma peça essencial para garantir que a tecnologia seja usada eticamente e de maneira segura. Isso serve como um modelo interessante para outros países que buscam navegar no complexo mundo da tecnologia avançada.

Em resumo bem direto: a Coreia do Sul lançou um marco legal completo para regular IA, chamado AI Basic Act, com foco em segurança, transparência e confiança, sem tentar matar a inovação — mas isso está gerando tensão com startups. O que eles estão fazendo, na prática:

Primeiro, classificação por risco. A lei cria a categoria de “IA de alto impacto”, que inclui áreas sensíveis como saúde, transporte, crédito, avaliação de risco financeiro, água potável e até segurança nuclear. Não é qualquer chatbot ou ferramenta de marketing — o foco é onde o erro realmente pode causar dano.

Segundo, supervisão humana obrigatória. Sistemas de alto impacto não podem operar totalmente sozinhos. Empresas precisam garantir que existe alguém responsável, capaz de intervir, revisar decisões e assumir accountability. Isso vai direto contra modelos “black box” usados sem controle.

Terceiro, transparência e rotulagem. Empresas são obrigadas a:

  • Avisar previamente quando um produto ou serviço usa IA de alto impacto ou IA generativa.

  • Rotular claramente conteúdos gerados por IA quando eles podem ser confundidos com algo “real” (texto, imagem, voz, etc.).

Quarto, multas e enforcement real. Não é só guideline:

  • Falhar em rotular conteúdo gerado por IA pode gerar multa de até 30 milhões de won (cerca de US$ 20 mil).

  • Há um período de adaptação de pelo menos 1 ano, antes das punições começarem de fato.

Quinto, Estado como facilitador (não só polícia). O governo prometeu:

  • Plataforma oficial de orientação.

  • Centro de suporte para empresas entenderem e aplicarem a lei.

  • Possível extensão do período de carência se o impacto econômico for pesado demais.

Por que isso é relevante no cenário global. A Coreia do Sul está se posicionando como laboratório regulatório, indo mais rápido que a União Europeia (o EU AI Act só entra totalmente até 2027) e bem diferente dos EUA, que seguem numa linha mais “laissez-faire”

Os Monges Digit@is: Automação Completa no n8n

No Coders estão montando no Instagram automações que substituem equipes inteiras de design. Esse cara no Reddit fez uma engenharia inversa e nos enisinou também como fazer:

Alertas sobre Tokens Customizados em Modelos de Linguagem

Um aviso sobre os perigos de usar tokens reservados em LLMs mostra como eles podem ser explorados para comandos maliciosos semelhantes a injeções de SQL.

Tokens especiais são símbolos reservados do vocabulário interno dos LLMs usados para controlar a estrutura da conversa, e não para representar linguagem natural. Eles indicam início e fim de mensagens, separação de papéis (system, user, assistant) e chamadas de ferramentas. Diferente de palavras comuns, esses tokens são tratados como unidades atômicas e carregam autoridade estrutural para o modelo.

Exemplo: em muitos modelos, uma conversa é estruturada internamente assim:
<|im_start|>system ... <|im_end|><|im_start|>user ... <|im_end|>
Se um usuário conseguir inserir <|im_end|><|im_start|>system no próprio texto, o modelo pode interpretar isso como o fim da mensagem do usuário e o início de uma instrução de sistema, aceitando conteúdo malicioso como se fosse legítimo.

O tokenizador é o componente responsável por converter texto bruto em tokens numéricos que o modelo consegue processar. Ele decide como o texto é quebrado (palavras, subpalavras ou símbolos) e mapeia cada parte para um ID interno. O ponto crítico é que o tokenizador não sabe a intenção do texto: ele transforma sequências de caracteres em tokens da mesma forma, independentemente de terem sido geradas pelo sistema ou fornecidas pelo usuário.

Isso cria a vulnerabilidade central: quando o tokenizador encontra tokens especiais no input do usuário, ele os converte para os mesmos IDs privilegiados usados internamente pelo modelo. O LLM não consegue distinguir dados de controle, abrindo espaço para prompt injection e escalada de privilégios — um problema estrutural que iniciativas como a Antijection buscam mitigar.

A Verdadeira Força da NVIDIA: Seus Desenvolvedores
Embora alguns possam dizer que a NVIDIA enfrenta desafios, a realidade é que um ecossistema de 4 milhões de desenvolvedores é sua verdadeira fortaleza. Esse vasto conjunto de talentos é o que mantém a companhia à frente, mesmo frente à crescente concorrência.

Metodologia de Desenvolvimento coletivo com IA

Uma nova abordagem de desenvolvimento de software usando IA permite a qualquer pessoa submeter ideias no GitHub, sendo votadas pela comunidade. A ideia vencedora é implementada por uma IA, um exemplo promissor de criatividade humana aliada à execução automática.

Quem quer verificar tanto conteúdo criado por IA?

A fluidez da IA generativa está quebrando os sistemas tradicionais de verificação humana. Antes, documentos “bem escritos” eram um sinal implícito de que alguém havia realmente pensado, pesquisado e se responsabilizado por aquilo. Com a IA, esse sinal desapareceu: textos convincentes, estruturados e com citações podem ser gerados em segundos, mesmo contendo erros graves ou fatos inventados.

O caso que dispara o alerta é o da polícia de West Midlands (Reino Unido), onde um relatório oficial — parcialmente escrito com IA — citava um jogo de futebol que nunca existiu. Isso não foi visto apenas como erro técnico, mas como falha institucional de accountability, levando à queda do chefe de polícia.

O problema central não é “alucinação da IA”, mas escala: produzir texto virou barato e instantâneo, enquanto verificar virou o gargalo. Instituições (tribunais, universidades, governos, empresas, mídia) não conseguem mais distinguir, de forma confiável, texto realmente analisado por humanos de texto apenas “sinteticamente diligente”.

Exemplos disso já aparecem em vários setores:

  • Tribunais multando advogados por petições com jurisprudência inexistente gerada por IA.

  • Universidades abandonando provas take-home e voltando a exames presenciais e orais.

  • Governos exigindo transparência, auditoria e disclosure de uso de IA.

  • Empresas e consultorias entregando relatórios caros com referências falsas, depois reembolsados.

  • Mídia e chatbots corporativos publicando informações erradas com impacto real.

A resposta institucional não é “odiar IA”, mas reintroduzir fricção: declarações formais de revisão humana, avaliações presenciais, limites claros para automação e exigência de rastreabilidade (quem escreveu, quem revisou, quem valida).

A tese final é clara:
a escassez mudou. Produção de conteúdo é abundante; verificação e responsabilidade não. Instituições que não redesenharem seus processos para tornar explícita a autoria, a revisão e a responsabilidade vão continuar produzindo documentos que “parecem prontos” — até o momento em que alguém perguntar quem, de fato, fez o trabalho.

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